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Há 4 dias
Eu agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de ter visto ele jogar. Lembro que eu sentava no sofá para ver o jogo com meu pai e nem conseguia colocar os pés no chão... A gente vendo o jogo na televisão preta e branca do meu tio Ilton. Eu sentadinha no sofá com escudo do flamengo com moldura dourada na parede e eu aprendendo a torcer. Virando flamenguista. E o meu pai dizendo: "- Vai filha! Torce! Olha o melhor jogador do mundo!". Hoje com lágrimas nos olhos vejo ele jogar novamente e dando um lindo exemplo de fim de ano. Que alegria!O verão está aí. E junto com ele vem o que eu mais gosto de fazer... Olhar o mar...



Eu sinceramente gostaria, às vezes, de ser o Pai Mei.

Essas são mais um sonho de consumo. É, é isso mesmo. Eu sou consumista e tenho o meu lado fútil. E quem não tem que atire a primeira pedra! No outro dia estava pensando sobre isso. Tem pessoas que gostam de ler livros interessantes, que viram o filme tal e que passam o tempo fazendo pesquisas sobre matérias diferentes na internet... Na boa, elas não são só isso e não pensam só nisso. Todos têm o seu ladinho fútil. Não mete essa! Uns com roupa, outros com comida ou bebida, outros com detalhes que de início não percebemos, mas que se você parar para pensar é fútil também. E daí? Qual o problema? Eu queria comprar essas galochas. Você vai me perguntar: mas porquê galochas, se estamos entrando no verão? Não sei. Me deu vontade de comprar... rsss


Hoje pela manhã bem cedo (mas bem cedo mesmo... tipo, às 6h da manhã...rss) eu fui pra academia. Fazia tanto tempo que eu não conseguia fazer isso. Ai, foi tão bommm! Distrair um pouco a cabeça... Explico: Um tal de CNJ inventou que os juízes e os advogados estão trabalhando pouco! Que os processos estão muito tempo sem serem julgados e as partes não estão fazendo acordo. Então, determinou que os juízes façam pauta de conciliação e dêem prioridade para o julgamento de determinados processos antigos. E, obviamente, não existe exceção. Conclusão: muito, mas muito mais trabalho pra todo mundo. Não que eu não goste de trabalhar. Eu realmente acho que não bato muito bem da bola. Eu, às vezes, gosto de ver aquele monte de pasta em volta de mim... Sério! Eu gosto. Mas, sinceramente, está demais...rsss Então, hoje depois de um tempo, consegui voltar a ir à academia. Uma coisa de que gosto muito de fazer. Distrai a mente. Me tirou do trabalho. É necessário para o nosso bem estar. Assim, quando eu estava voltando da academia me passou um pensamento muito legal. Depois de correr 29:02 min. Seria tão bom se eu estivesse agora acordando em uma praia linda, ao lado do meu amor, com sol e olhando pela janela o mar... É necessário sonhar...
Hoje estou iniciando a preparação para a próxima corrida. Não vai ser a Corrida da Vênus, que nem essa da foto. Vai ser a Adidas. Vou correr 5 km. É uma sensação muito boa correr. Sinceramente parece que a gente coloca pra fora muita coisa que incomoda... Se cada um nessa vida se conscientizasse que precisa fazer uma atividade física, o mundo seria bem melhor! É que nem terapia. E você ainda fica em forma! Muito bom! Hoje voltei a correr com os FDV. Filhos do Vento para quem não conhece é uma assessoria para corridas. Ai, como eu estava querendo fazer isso! Foram alguns meses afastada. Mas agora é pra valer. Voltei! O meu objetivo é correr a Meia Maratona ano que vem. Quem sabe? Fui!
Durante um tempo eu fiquei muito distante do meu pai. Meu pai na época da minha infância viajava muito. Ele era da marinha. Ou melhor, ele é da marinha. (Esse pessoal militar não gosta de dizer que se aposentou. Eles dizem que quando se aposentam é por invalidez. Quando completam o tempo de serviço, eles vão para reserva. O que significa que vão ser sempre da marinha. Um dia até perguntei para o meu pai, o porquê disso. Ele disse que quando é da reserva, pode ser chamado a qualquer tempo. Enfim, vai entender!) Como a gente morava na serra, óbvio, ele tinha que ficar em lugares que tinham mar. Entende? Pois é. Então, ele serviu durante muito tempo aqui no Rio. Eu via muito meu pai nos fins de semana. Depois quando virei adulta, logo, logo nos distanciamos novamente. Primeiro, porque eu queria fazer faculdade e na minha cidade na época não tinha a que eu queria fazer. Depois, porque eu queria muito morar sozinha. Então, nos afastamos novamente. Mas ainda nessa época nos víamos todos os fins de semana. Até que um dia eu casei. Cresci, virei adulta, mudei e casei. Coisas que nos afastaram. Até que consegui entender que apesar da distância e o meu amadurecimento ele sempre será o meu pai. Cada um no seu lugar. Eu preciso dele como meu pai. Senti que o meu pai é meu pai. E eu não sou pai dele. Eu preciso dele. Hoje pesquisando umas coisas na internet, lembrei que ele gosta muito de caravelas. Então, taí uma caravela pro meu pai! Duas coisas durante a minha vida que eu prometi dar a ele: um cruzeiro e uma caravela. Um dia consigo!
No balanço da vida descobri que muita coisa foi somada. Tudo bem, eu sei, eu sei. Esse meu lado otimista às vezes não me deixa lembrar das tristezas. Eu perdi também. Eu diminui também, mas aquilo que diminui não deixou saldo negativo. Eu multipliquei pessoas a minha volta me dando força. Eu dividi tarefas e responsabilidades. Puxa, como dividi! Acho que, inclusive, isso foi o essencial para a soma final. Posso dizer até, que essa divisão de responsabilidades me acrescentou, somou bastante! Ou melhor, me multiplicou frutos. Frutos esses que vou levar para minha vida toda. Somei segurança e paz interior. No final a soma significou felicidade.
"Cansaço
Têm pessoas que acham que sabem falar a língua de Gopal... "Gopal está pensando em como acabar com esse macarrão rapidamenteeeeee", "Você não ênntennndeee, Gopal sabe tudo. Ticrrrrreeeee", "Na Índia nós não gostamos de atropelar o temmmpo". Meu Deus! Meu marido acha que sabe falar essa língua... rssss O pior que não é só ele. No outro dia estava passando na rua e ouvi uns taxistas (aqueles mesmos taxistas do outro dia, sabe?) falando na língua de Gopal. O pior que nem Gopal sabe falar na língua dele mesmo...rssss Muito bom!
Quase chegando ao final da corrida (40min), afinal fazem três meses que não corria e tinha que pegar leve nessa, vejo um casal de velhinhos de mãos dadas. Poxa, penso, quero ficar velhinha assim de mãos dadas com o meu velhinho... caminhando pela minha Lagoa querida. Cansada, páro na reta antes do Caiçaras e tomo uma água de coco.
Por fim, vou andando encontrar o meu amor que estava me esperando... Aí, passei por uma senhorinha de chapéu com a aba dobradinha na frente. Pensei de novo: quero ficar assim um dia! Pensando bem, não estou nem tão sozinha assim, né?