segunda-feira, 7 de setembro de 2009

the wall and the...


Todos precisam de limites na vida. Uma parede que não seja ultrapassada. Existem os limites impostos naturalmente e outros que precisam ser colocados. O fato é que nem todo mundo tem a consciência de que isso seja necessário. Mas mesmo que coloquemos um limite, também é necessário que a gente possua uma porta nessa parede. Uma porta que seja aberta quando a gente quer. E não quando o outro quer. Quem manda na parede, no limite e na porta somos nós. Sem hipocrisias. Sem babaquices. Infelizmente aprendemos desde cedo algumas coisas que realmente ficam difíceis de mudar quando já estavamos mais velhos. Sobre esse sofismo lembrei de uma música que durante boa parte da minha vida foi significativa e que tem um pouco a ver:

"We don't need no education/We don't need no thought control/No dark sarcasm in the classroom/Teachers leave the kids alone/Hey, teacher leave the kids alone!/All in all it's just another brick in the wall/All in all you're just another brick in the wall."

sábado, 5 de setembro de 2009

pai

Durante um tempo eu fiquei muito distante do meu pai. Meu pai na época da minha infância viajava muito. Ele era da marinha. Ou melhor, ele é da marinha. (Esse pessoal militar não gosta de dizer que se aposentou. Eles dizem que quando se aposentam é por invalidez. Quando completam o tempo de serviço, eles vão para reserva. O que significa que vão ser sempre da marinha. Um dia até perguntei para o meu pai, o porquê disso. Ele disse que quando é da reserva, pode ser chamado a qualquer tempo. Enfim, vai entender!) Como a gente morava na serra, óbvio, ele tinha que ficar em lugares que tinham mar. Entende? Pois é. Então, ele serviu durante muito tempo aqui no Rio. Eu via muito meu pai nos fins de semana. Depois quando virei adulta, logo, logo nos distanciamos novamente. Primeiro, porque eu queria fazer faculdade e na minha cidade na época não tinha a que eu queria fazer. Depois, porque eu queria muito morar sozinha. Então, nos afastamos novamente. Mas ainda nessa época nos víamos todos os fins de semana. Até que um dia eu casei. Cresci, virei adulta, mudei e casei. Coisas que nos afastaram. Até que consegui entender que apesar da distância e o meu amadurecimento ele sempre será o meu pai. Cada um no seu lugar. Eu preciso dele como meu pai. Senti que o meu pai é meu pai. E eu não sou pai dele. Eu preciso dele. Hoje pesquisando umas coisas na internet, lembrei que ele gosta muito de caravelas. Então, taí uma caravela pro meu pai! Duas coisas durante a minha vida que eu prometi dar a ele: um cruzeiro e uma caravela. Um dia consigo!

reunião




Essa semana eu conheci pessoalmente Dumbledore, Saruman e Gandalf! Juro! Eu participei de uma reunião com magos. Vocês não acreditam? Eu juro! rssss

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

hoje foi dia de balanço

No balanço da vida descobri que muita coisa foi somada. Tudo bem, eu sei, eu sei. Esse meu lado otimista às vezes não me deixa lembrar das tristezas. Eu perdi também. Eu diminui também, mas aquilo que diminui não deixou saldo negativo. Eu multipliquei pessoas a minha volta me dando força. Eu dividi tarefas e responsabilidades. Puxa, como dividi! Acho que, inclusive, isso foi o essencial para a soma final. Posso dizer até, que essa divisão de responsabilidades me acrescentou, somou bastante! Ou melhor, me multiplicou frutos. Frutos esses que vou levar para minha vida toda. Somei segurança e paz interior. No final a soma significou felicidade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

meu gosto

Quando crescer quero ser chique assim!

me tiraram da tomada

"Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
— Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço, Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

língua de Gopal

Têm pessoas que acham que sabem falar a língua de Gopal... "Gopal está pensando em como acabar com esse macarrão rapidamenteeeeee", "Você não ênntennndeee, Gopal sabe tudo. Ticrrrrreeeee", "Na Índia nós não gostamos de atropelar o temmmpo". Meu Deus! Meu marido acha que sabe falar essa língua... rssss O pior que não é só ele. No outro dia estava passando na rua e ouvi uns taxistas (aqueles mesmos taxistas do outro dia, sabe?) falando na língua de Gopal. O pior que nem Gopal sabe falar na língua dele mesmo...rssss Muito bom!