quinta-feira, 15 de outubro de 2009

preciso...

muito de chocolates! Ai, caramba! Queria muito comer todos os chocolates do mundo nesse momento!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

pessoas equivocadas


Como seria o mundo sem as pessoas equivocadas? Vocês não acham que seria melhor? Eu já venho pensando isso há um tempo. Aí, hoje, quando voltava do trabalho pra casa, no ônibus, aconteceu... No banco ao lado do meu, uma mulher que estava do lado da janela, levantou, cutucou o homem da frente e, como se ele fosse íntimo dela, pediu para que ele fosse passando as moedas que ela estava lhe entregando pra frente. Ele olhou pra mão dela e com aquela cara de que não estava entendendo nada, perguntou: - O que a Sra. quer? E ela não se fez de rogada e disse: -Vai passando pra frente de um a um até chegar no trocador! Eu não vou fazer isso, vou incomodar as pessoas. Eu levo lá, disse o homem. Eu vi aquela cena e pensei na hora. Gente, que pessoa doida! Coitado do homem! Ele ficou tão estupefato, que se levantou, se encaminhou até o trocador (mais ou menos uns cinco bancos à frente) e o entregou as moedas. Ela lá de trás, não satisfeita, é claro, gritou para o trocador: - Está certo? E o trocador disse que sim. Eu olhei para o homem e ele pra mim. Foi aquele pensamento uníssono. Que mulher equivocada! Como as pessoas podem ser assim? Elas nascem assim? O mundo as modifica? É genético essa p.? E o pior de tudo. Como tem gente assim!

sábado, 3 de outubro de 2009

tempo pra quê?

Recebi um e-mail que está circulando na internet com essa mensagem, abaixo:
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Uma amiga disse que tem que colocar na geladeira para lembrar sempre disso. Não sei, não. Acho que eu tenho sérios problemas. Eu gosto da minha correria...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

paineiras


Acordei cedinho. 7h da matina... A meta era correr 6 km. O destino era Paineiras. Comecei empolgada. No início foi fácil, mas de repente apareceu uma subida. No meio da subida já estava faltando o ar...rsss Bom, lembrei o porquê estava ali. Eu ouvindo a minha musiquinha fui relaxando. Olhei para cima e vi as árvores lá em cima fechando a visão do céu e o sol passando com seus raios de luz por entre elas. Nossa! Como pode ser tão lindo correr nesse lugar? Ofegando da subida fui tentando me distrair com o visual do lugar. Pensei que podia superar aquele esforço rapidamente logo que chegasse a um trecho que já fosse plano. Olhei o cronômetro do relógio. Ai, falta tanto para acabar! Correndo fui pensando que lugar lindo... Vamos superar os limites. Curte, poxa! Falei pra mim mesma. Então, vamos filosofar... olhando visual... Porque eu gosto tanto de fazer isso? Correr. Fiquei pensando exatamente dos últimos acontecimentos que se passaram na minha vida e o que o que eu tenho feito e que tem me incomodado. A minha correria do dia-a-dia, lembrei. Eu preciso fazer tantas coisas no meu dia? Eu preciso correr pra tudo? É necessário? Não. Não é necessário. Olhei pro lado e vi o Rio todinho se mostrando pra mim. Que visual. Que céu azul. Passou um passarinho por mim cantando. Correr me faz relaxar. Do meu lado direito do caminho acabou de passar por mim uma cachoeira com muita água. Po, podia ter trazido o biquini e parar para tomar um banho. Ui, deve estar friiiiioooo. Continuei. Olhei e mais a frente as rochas estavam caindo água... Passei correndo bem pertinho das rochas com o braço direito aberto para respingar na minha mão ... Ai, que delícia! E correndo está me aliviando e me faz pensar que não devo correr na minha rotina. Olhei o relógio de novo e vi que consegui chegar até 3,07 km da corrida. Devo voltar. Voltando prestei mais atenção as músicas que estava ouvindo no meu Ipod... Lá vem Jack. Ai, como as músicas dele são boas. Principalmente em corridinhas natureza, como essa! "Yeah /And I'm just a waste of her energy / And she's just a waste of my time, mmhmm". Eu não vou perder minha energia, não! hahahaha. Olho pro chão e vejo muitas folhas caídas das árvores. E de repente começa Adriana Calcanhoto: "Eu perco o chão / Eu não acho as palavras /Eu ando tão triste. Eu ando pela sala". Ah, não tô triste agora. Já estive muito. Mas agora não! Passei a música, não está no clima. Olhei pro lado e lá estava o Cristo de costas pra mim no alto... E de repente começa outra música que tem tudo a ver com o momento: "Ee ei, oo ou / Ee ei, oo ou / Chove chuva / Chove sem parar / Hoje eu vou fazer uma prece / Pra Deus Nosso Senhor / Pra chuva parar e não molhar o meu divino amor". Obrigado Meu Deus por esse momento. Me dê uma semana maravilhosa!

falsidade?

Eu realmente não sei o quê se passa na cabeça de determinadas pessoas. Ontem eu estava correndo na academia e estava passando uma entrevista de uma artista com a Marília Gabriela. Essa artista entrevistada é vista como a mulher sexy, corpão e bonitona. Nesse dia ela foi com o cabelo preso, um brinquinho pequenino e um casaco de neve. Olhei aquilo e pensei no mesmo momento. O que levou essa pessoa ir com esse casaco? Será que é estilo? Não é possível. Está nevando no estúdio da entrevista? Mas a Marília está com uma blusa com decote. Humm... Estranho. Acho que ela não quer mostrar o corpo, né? Será que ela quer que as pessoas dêem atenção ao que ela está respondendo para a entrevistadora? Não quer que as pessoas a vejam com uma mulher vazia? Bom, eu não pude avaliar melhor a situação, porque não ouvi a entrevista. Mas aquilo me fez pensar em muitas pessoas. Pessoas que tentam demonstrar uma coisa, mas quando vamos conhecendo melhor, elas não têm nada dentro. E outras, que nem parecem que são lá essas coisas, mas no fundo são legais e têm conteúdo. Te confesso que esse último caso está mais difícil de encontrar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

o pássaro


"Quase como se tivesse recebido a deixa, um pássaro azul pousou no parapeito da janela e começou a pular para trás e para a frente. Papai enfiou a mão numa lata sobre a bancada e, abrindo a janela, ofereceu ao pássaro uma mistura de grãos que ela devia guardar exatamente para isso. Sem qualquer hesitação e com aparente ar de humildade e gratidão, o pássaro foi direto para a mão dela e começou a comer.
- Considere nosso amiguinho aqui - começou ela. - A maioria dos pássaros foi criada para voar. Para eles, ficar no solo é uma limitação de sua capacidade de voar, e não o contrário. - Ela parou para deixar que Mack pensasse nisso. - Você, por outro lado, foi criado para ser amado. Assim, para você, viver como se não fosse amado é uma limitação, e não o contrário.
Mack assentiu, não porque concordasse completamente, mas sinalizando que entendia e estava acompanhando. O que ela dizia era bastante simples.
- Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar. Não é algo que eu queira para você.
Aí é que estava. No momento ele não se sentia particularmente amado.
- Mack, a dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar. - Ela esperou um momento, permitindo que suas palavras se assentassem. - E, se essa situação persistir por muito tempo, você quase pode esquecer que foi criado originalmente para voar."
Obs.: Tá difícil de voar!