sexta-feira, 4 de setembro de 2009

hoje foi dia de balanço

No balanço da vida descobri que muita coisa foi somada. Tudo bem, eu sei, eu sei. Esse meu lado otimista às vezes não me deixa lembrar das tristezas. Eu perdi também. Eu diminui também, mas aquilo que diminui não deixou saldo negativo. Eu multipliquei pessoas a minha volta me dando força. Eu dividi tarefas e responsabilidades. Puxa, como dividi! Acho que, inclusive, isso foi o essencial para a soma final. Posso dizer até, que essa divisão de responsabilidades me acrescentou, somou bastante! Ou melhor, me multiplicou frutos. Frutos esses que vou levar para minha vida toda. Somei segurança e paz interior. No final a soma significou felicidade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

meu gosto

Quando crescer quero ser chique assim!

me tiraram da tomada

"Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
— Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço, Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

língua de Gopal

Têm pessoas que acham que sabem falar a língua de Gopal... "Gopal está pensando em como acabar com esse macarrão rapidamenteeeeee", "Você não ênntennndeee, Gopal sabe tudo. Ticrrrrreeeee", "Na Índia nós não gostamos de atropelar o temmmpo". Meu Deus! Meu marido acha que sabe falar essa língua... rssss O pior que não é só ele. No outro dia estava passando na rua e ouvi uns taxistas (aqueles mesmos taxistas do outro dia, sabe?) falando na língua de Gopal. O pior que nem Gopal sabe falar na língua dele mesmo...rssss Muito bom!

domingo, 30 de agosto de 2009

eu sozinha pela Lagoa

Comecei no marco de 1200 km perto do Parque dos Patins com a trilha sonora de Walk on de U2. Toda corrida me deixa leve, tão feliz, que não tenho nem palavras para descrever direito o meu sentimento naquele momento. Sabe aquela propaganda antiga da Nike que uma mulher ia correndo e iam caindo as coisas dela, conforme ela ia correndo? Pois é, me sinto mais ou menos assim... Só sei que quando chegou em frente mais ou menos da Igreja Nossa Senhora Margarida Maria (acho que é esse o nome) vi um cisne sozinho (Detalhe: não foi um cisne que eu vi. Foi uma garça. Puts, não sei a diferença...rsss). Então, pensei... Parece comigo nesse momento. Feliz e quietinho curtindo o "visu" da Lagoa.


Continuei correndo e eis que de repente, mais que de repente, vejo uma mulher abraçando uma árvore. Que coisa estranha, pensei. De repente ela largou a árvore, mandou beijos, tchau e continuou sua caminhada. Juro que num primeiro momento dei uma risadinha e a achei meio maluca. Olhei para o lado para ver se mais alguém tinha visto aquela cena. Fiquei com um pouco de vergonha dela. E também não era para menos, mandar beijos para um árvore? Mas a mulher não estava nem aí. A mulher era magrinha, com uma calça saruel preta e com um estilo - sou hippie. E fiquei pensando sobre aquele momento... Falei pra mim mesma. Po, deve ser a religião dela, ou deve ter alguém enterrado ali naquela árvore e a mulher estava falando com a pessoa. Bom, sei lá. Ri porque era engraçado alguém mandar beijos para uma árvore, mas ao mesmo tempo achei legal, porque a total falta de preocupação (desapego) com as pessoas me alertou que ela estava feliz, não importa a maneira pela qual. Daí, parei na próxima árvore e bati uma foto. Essa árvore é super-antiga! Também gosto de árvores. Gosto dessa árvore milenar com vários galhos baixos.

Continuando a minha corridinha, agora com os batimentos cardíacos a 151 por minuto fui ouvindo as músicas e curtindo o visual. Agora passou por mim um pai com um bebê no carrinho. Pensei: será que o Mauro vai fazer isso na vida? Colocar essa mochilinha azul pequenina nas costas (porque aquilo era da criança, claro!) e empurrar um carrinho passeando pela Lagoa? Tranquilão? Espero estar viva um dia para ver isso... rssss Ele com aquele mau-humor que lhe é peculiar curtindo o passeio na Lagoa com o filho... Quero muito ver isso! Agora, ao som de Nando Reis escuto "Estranho é gostar tanto do seu all star azul. Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras. Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador." Aí faço uma musiquinha minha: " Estranho é gostar tanto do meu all star vermelho. Estranho é pensar que o bairro da Lagoa. A Lagoa sorri quando chego ali..." lalalá... Me arrepio... Um arrepio de felicidade... Ô lugar bonito, gente! Já fiz a curva perto do corte Cantagalo e olho para o meu querido Cristo de braços abertos... Mas ele não está lá. Droga! Tá nublado naquele pedaço.
Quase chegando ao final da corrida (40min), afinal fazem três meses que não corria e tinha que pegar leve nessa, vejo um casal de velhinhos de mãos dadas. Poxa, penso, quero ficar velhinha assim de mãos dadas com o meu velhinho... caminhando pela minha Lagoa querida. Cansada, páro na reta antes do Caiçaras e tomo uma água de coco.


Por fim, vou andando encontrar o meu amor que estava me esperando... Aí, passei por uma senhorinha de chapéu com a aba dobradinha na frente. Pensei de novo: quero ficar assim um dia! Pensando bem, não estou nem tão sozinha assim, né?



sábado, 29 de agosto de 2009

café da tarde



Quinta-feira rolou um café da tarde com as amigas na Colombo. Eita coisa boa! Principalmente comendo um viradinho de banana. Dica do meu amigo gorrrdinho...rsss



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

xexelento


Fiquei meio chateada com um comentário essa semana sobre a Justiça do Trabalho. Tudo bem a pessoa não gostar daquele lugar, mas, daí a esculhambar, não, né? Não pode! Ele me disse que aquele lugar é xexelento! Ah, isso não! Vê se posso? (já diria minha vó). Juro que pensei mil vezes antes de responder. Mas a pessoa estava num momento de desabafo e relevei. Eu como sou educadinha resolvi engolir e deixar rolar. Mas no fundo, no fundo, fiquei realmente chateada com aquele comentário. Não com a opinião da pessoa, porque cada um tem a sua e eu respeito, mas falar assim do lugar que eu escolhi pra trabalhar? Sacanagem! Eu sei, eu sei. Pensei: lá passa gente que fede um pouquinho... Poxa, mas afinal é porque é humilde, pobrinha, que não tem dinheiro pra comprar desodorante... Opa! Aqui vem um pensamento que não posso deixar de colocar pra fora: será que o fato da pessoa não ter grana significa que a pessoa não tenha dinheiro pra tomar banho? Não, né? Bom, deixa pra lá! Continuando com a minha indignação... São trabalhadores que não receberam corretamente as suas verbas trabalhistas e têm que ir a Justiça para que esta determine que o seu empregador pague. São pessoas que acordam cedo pra caramba, tipo 4 horas da matina pra pegar uns quatro ônibus, um trem, andar para chegar naquele lugar (que diga-se de passagem, não tem nada de passagem, e é realmente bem contramão), já chega lá "meio" suado... Imagina? Óbvio, gente, que não tem desodorante que dure! Enfim, é um lugar que dentro do elevador a gente tem que prender um pouquinho a respiração... Mas não significa que seja um lugar ruim por isso, ou mesmo "xexelento". Odeio essa palavra! Tudo bem, tudo bem, tem também aqueles advogados que parecem com o Zé Pelintra (que usam terno branco) ou com o Didi Mocó (que usam terno marrom, com gravata laranja e camisa vermelha, corrente de ouro no pulso, anel e unha grande no dedinho mindinho). Aaaah, eu me divirto vendo eles. Mas também tem advogados muito bons também! Eu, por exemplo (rssss). Concordo que tem gente esquisita, mas não "xexelenta". Isso é demais! Muito melhor do que aqueles lugares cheio de gente imponente, que te olha de cima, que não te dão nem "bom dia", porque se acham importantes demais. Aqueles lugares que você tem medo até de pisar, porque já acha que está sujando. Ah, eu gosto da justiça do trabalho. Trabalho lá. Afinal aquele lugar tem uma função social. E não vem querer falar mal! Eu não deixo! Pensando bem, da próxima vez, vou deixar de ser educadinha.