sábado, 24 de outubro de 2009

yin yang



"Yin Yang é, na filosofia chinesa, uma representação do príncipio da dualidade de yin e yang, o conceito tem sua origem no Tao (ou Dao), base da filosofia e metafísica da cultura daquele país. Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são: Yang: o princípio activo, diurno, luminoso, quente, masculino. Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio, feminino Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos. Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenomenico. Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação. Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yang como negativo apenas indica que ele é negativo quando comparado com Yin, que será positivo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo. O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. (Preto) e (branco) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças. A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin. Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo.
O Yang,o poder criador era associado ao céu e ao Sol, enquanto o Yin corresponde à terra, ao receptivo, feminino e à Lua. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e em repouso. Dessa forma, yin passou a simbolizar o repouso e yang, o movimento. No reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o intelecto masculino,racional e claro. Yin é a tranqüilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa ação criativa do rei. O Hotu representa a geração do Tai Chi a partir do vazio Esse diagrama apresenta uma disposição simetrica do yin sombrio e do yang claro . A simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere,de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a idéia de que toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto."

Analisando a minha vida eu tenho repensado muito sobre ser mais yin... eu sou muito yang. Mas o movimento de pensar sobre o assunto eu já estou sendo yang. Complexo isso.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

galochas

Essas são mais um sonho de consumo. É, é isso mesmo. Eu sou consumista e tenho o meu lado fútil. E quem não tem que atire a primeira pedra! No outro dia estava pensando sobre isso. Tem pessoas que gostam de ler livros interessantes, que viram o filme tal e que passam o tempo fazendo pesquisas sobre matérias diferentes na internet... Na boa, elas não são só isso e não pensam só nisso. Todos têm o seu ladinho fútil. Não mete essa! Uns com roupa, outros com comida ou bebida, outros com detalhes que de início não percebemos, mas que se você parar para pensar é fútil também. E daí? Qual o problema? Eu queria comprar essas galochas. Você vai me perguntar: mas porquê galochas, se estamos entrando no verão? Não sei. Me deu vontade de comprar... rsss

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

preciso...

muito de chocolates! Ai, caramba! Queria muito comer todos os chocolates do mundo nesse momento!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

pessoas equivocadas


Como seria o mundo sem as pessoas equivocadas? Vocês não acham que seria melhor? Eu já venho pensando isso há um tempo. Aí, hoje, quando voltava do trabalho pra casa, no ônibus, aconteceu... No banco ao lado do meu, uma mulher que estava do lado da janela, levantou, cutucou o homem da frente e, como se ele fosse íntimo dela, pediu para que ele fosse passando as moedas que ela estava lhe entregando pra frente. Ele olhou pra mão dela e com aquela cara de que não estava entendendo nada, perguntou: - O que a Sra. quer? E ela não se fez de rogada e disse: -Vai passando pra frente de um a um até chegar no trocador! Eu não vou fazer isso, vou incomodar as pessoas. Eu levo lá, disse o homem. Eu vi aquela cena e pensei na hora. Gente, que pessoa doida! Coitado do homem! Ele ficou tão estupefato, que se levantou, se encaminhou até o trocador (mais ou menos uns cinco bancos à frente) e o entregou as moedas. Ela lá de trás, não satisfeita, é claro, gritou para o trocador: - Está certo? E o trocador disse que sim. Eu olhei para o homem e ele pra mim. Foi aquele pensamento uníssono. Que mulher equivocada! Como as pessoas podem ser assim? Elas nascem assim? O mundo as modifica? É genético essa p.? E o pior de tudo. Como tem gente assim!

sábado, 3 de outubro de 2009

tempo pra quê?

Recebi um e-mail que está circulando na internet com essa mensagem, abaixo:
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Uma amiga disse que tem que colocar na geladeira para lembrar sempre disso. Não sei, não. Acho que eu tenho sérios problemas. Eu gosto da minha correria...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

paineiras


Acordei cedinho. 7h da matina... A meta era correr 6 km. O destino era Paineiras. Comecei empolgada. No início foi fácil, mas de repente apareceu uma subida. No meio da subida já estava faltando o ar...rsss Bom, lembrei o porquê estava ali. Eu ouvindo a minha musiquinha fui relaxando. Olhei para cima e vi as árvores lá em cima fechando a visão do céu e o sol passando com seus raios de luz por entre elas. Nossa! Como pode ser tão lindo correr nesse lugar? Ofegando da subida fui tentando me distrair com o visual do lugar. Pensei que podia superar aquele esforço rapidamente logo que chegasse a um trecho que já fosse plano. Olhei o cronômetro do relógio. Ai, falta tanto para acabar! Correndo fui pensando que lugar lindo... Vamos superar os limites. Curte, poxa! Falei pra mim mesma. Então, vamos filosofar... olhando visual... Porque eu gosto tanto de fazer isso? Correr. Fiquei pensando exatamente dos últimos acontecimentos que se passaram na minha vida e o que o que eu tenho feito e que tem me incomodado. A minha correria do dia-a-dia, lembrei. Eu preciso fazer tantas coisas no meu dia? Eu preciso correr pra tudo? É necessário? Não. Não é necessário. Olhei pro lado e vi o Rio todinho se mostrando pra mim. Que visual. Que céu azul. Passou um passarinho por mim cantando. Correr me faz relaxar. Do meu lado direito do caminho acabou de passar por mim uma cachoeira com muita água. Po, podia ter trazido o biquini e parar para tomar um banho. Ui, deve estar friiiiioooo. Continuei. Olhei e mais a frente as rochas estavam caindo água... Passei correndo bem pertinho das rochas com o braço direito aberto para respingar na minha mão ... Ai, que delícia! E correndo está me aliviando e me faz pensar que não devo correr na minha rotina. Olhei o relógio de novo e vi que consegui chegar até 3,07 km da corrida. Devo voltar. Voltando prestei mais atenção as músicas que estava ouvindo no meu Ipod... Lá vem Jack. Ai, como as músicas dele são boas. Principalmente em corridinhas natureza, como essa! "Yeah /And I'm just a waste of her energy / And she's just a waste of my time, mmhmm". Eu não vou perder minha energia, não! hahahaha. Olho pro chão e vejo muitas folhas caídas das árvores. E de repente começa Adriana Calcanhoto: "Eu perco o chão / Eu não acho as palavras /Eu ando tão triste. Eu ando pela sala". Ah, não tô triste agora. Já estive muito. Mas agora não! Passei a música, não está no clima. Olhei pro lado e lá estava o Cristo de costas pra mim no alto... E de repente começa outra música que tem tudo a ver com o momento: "Ee ei, oo ou / Ee ei, oo ou / Chove chuva / Chove sem parar / Hoje eu vou fazer uma prece / Pra Deus Nosso Senhor / Pra chuva parar e não molhar o meu divino amor". Obrigado Meu Deus por esse momento. Me dê uma semana maravilhosa!